sábado, 29 de novembro de 2014

Rede de Organizações da Agricultura Familiar celebra 15 anos de atuação no Semiárido Brasileiro

“Ampliar a Resistência e Fortalecer a Convivência” foi com esse lema que a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) celebrou na quarta-feira, 26, seus 15 anos de atuação nos estados do Nordeste e parte do estado de Minas Gerais, trabalhando pelo fortalecimento da Agricultura Familiar de base agroecológica.

Em todo Brasil, entre às 10h e 12h, várias mobilizações relâmpagos (Flash Mobs) aconteceram para dar visibilidade às ações de convivência da ASA. A iniciativa dialogou com a população urbana, convidando homens e mulheres a fazerem uma reflexão a partir das temáticas “Água como Alimento e Água para a Produção de Alimentos”.

na perspectiva de se pensar os modelos de agricultura, um que produz alimentos saudáveis, e outro, associado ao agronegócio que, quando produz alimentos, estes são contaminados por agrotóxicos ou são transgênicos.

Cada estado escolheu uma cidade (de grande ou médio porte) para que a mobilização acontecesse.  Na Paraíba, a praça central de Campina Grande foi o lugar escolhido para serem lançadas as seguintes perguntas ao público:

“Você tem fome de quê? e Você tem sede de quê?”, como forma de instigá-lo a pensar sobre a qualidade dos alimentos que chegam a sua mesa e a relação estabelecida entre o campo e a cidade.

A ação, que contou com a participação de 150 pessoas de todos os territórios do estado, aconteceu na Praça da Bandeira, local muito popular da cidade.

Um mapa do estado da Paraíba foi estendido no chão da Praça, com imagens do semiárido que faziam menção a um Nordeste e a uma agricultura que já não representa o cenário de fortalecimento da região semiárida brasileira: fome, desolação, êxodo rural, carros pipa, filas de emergência, desmatamento, etc. 

Com um sinal dado por atores em pernas de pau, os participantes do flash mob (pessoas das organizações que compõem a ASA PB) preencheram o mapa com os alimentos e símbolos do modelo de convivência com o semiárido que a ASA vem construindo, como:

uma diversidade de sementes, frutas e hortaliças variadas, artesanato, mel, queijo, doces e mais uma infinidade de objetos representativos da agricultura familiar, tudo acompanhado com artistas em pernas de pau, e ao som do Maracatu.

Ao final do ato, os participantes se dispersaram deixando um aviso de que os alimentos eram para serem levados pelos transeuntes que passavam ali naquele momento. Toda a movimentação teve duração de aproximadamente 10 minutos.

Para a representante da ASA PB na Coordenação Executiva da ASA Brasil, Glória Araújo, os 15 anos da ASA é, sobretudo, celebrar as conquistas de valorização do Semiárido, fortalecendo iniciativas para que o povo do Semiárido tenha, de fato e de direito, a cidadania.

“Quando a ASA pauta o  acesso a água e o direito a água, ela está propondo essa cidadania, hoje nós comemoramos, mais de 558 mil cisternas de água para beber e cozinhar; e o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), já implementou mais de 72 mil tecnologias sociais de estocagem de água para produção de alimentos.

Além disso, temos ainda o processo de formação de gestão do recurso natural e também de sistematizações de experiências bem sucedidas que vêm sendo realizadas pelas agricultoras e agricultores, o próprio processo de intercâmbio de experiência de agricultor/a para agricultor/a, onde a cada dia, nós vemos que essa rede está se fortalecendo e produzindo alimentos saudáveis. 

Celebrar esses 15 anos, com um flash mob, em Campina Grande, na Praça da Bandeira, além de ser um momento histórico é também mostrar para as pessoas da cidade aquilo que os agricultores/as e as organizações do Semiárido vem fazendo, em defesa da vida e em defesa da convivência com o Semiárido. É muito bom esse diálogo entre campo e cidade na luta por um mundo melhor”, disse a coordenadora. 

Glória também explica que o acesso água mudou a vida das mulheres camponesas “depois das cisternas de água de beber e água para a produção, as mulheres deixaram de andar quilômetros em busca do recurso, e hoje, elas podem investir esse tempo na produção dos quintais.

onde estão cultivando seus alimentos (hortaliças, plantas medicinais e frutíferas) ou beneficiando produtos a partir da matéria prima de suas propriedades (bolos, manteiga, polpas de frutas nativas, dentre outros).

 Sem falar que a água que elas consomem hoje, é água de qualidade, diferente daquela que elas pegavam em outros reservatórios”, finalizou.

O flash mob aconteceu de forma simultânea em outras organizações da ASA Brasil nas cidades de: Montes Claros (MG), Feira de Santana (BA), Aracajú (SE), Arapiraca (AL), Triunfo (PE), Mossoró (RN), Fortaleza e (CE), Teresina (PI) e São Luís (MA). A maior parte das ações ocorreu em praças públicas e vias de grande circulação de pessoas.

A agricultura familiar produz 70% dos alimentos que chegam à casa de milhões de brasileiros e brasileiras, no entanto ocupa somente 24% das terras agrícolas no país.

Agricultores e agricultoras familiares do Semiárido trabalham no campo com a consciência de preservar a vegetação nativa da caatinga e do cerrado, o que possibilita a geração de trabalho e renda.

Ao contrário do agronegócio, que pratica a monocultura e o uso de agrotóxicos. A ASA Brasil é composta de mais de três mil organizações da sociedade civil, com atuação na gestão e desenvolvimento de políticas públicas de convivência com o Semiárido. Simone Benevides -comunicadora popular da ASA Campina Grande | PB

Fonte: www.asabrasil.org.br

Couto registra evento que discute violência na zona rural de municípios paraibanos

O deputado Luiz Couto (PT) ocupou o plenário da Câmara Federal, na quinta-feira (27/11), para parabenizar lideranças, autoridades e a sociedade civil em geral pela realização do Fórum dos Assentados e Assentadas de Areia, Pilões, Serraria e Remígio, municípios do Agreste paraibano.

Couto disse que o evento, ocorrido no último dia 21, em Pilões, teve o objetivo de tratar sobre a segurança no campo, “um assunto grave e que está nos preocupando constantemente devido ao aumento da violência doméstica e conflitos agrários nos assentamentos do nosso estado”.O parlamentar informou que na pauta estiveram assuntos como implementação da patrulha rural, com comunicação via rádio, nos quatros municípios.

estruturação das delegacias com capacitação sobre gênero e violência doméstica, disponibilizando operadores da segurança para um atendimento qualificado; e aumento no número de unidades móveis de proteção às mulheres do campo e da zona rural.

Luiz Couto salientou que as sugestões serão de grande valia para o cumprimento eficaz dos representantes políticos; que a população exerce papeis fundamentais através dos fóruns; e que quanto mais houver união, “mais poderemos transformar política em democracia social”.

“Creio que através daquele fórum o estado irá se mobilizar junto a nós que representamos a Paraíba no governo federal. Iremos trabalhar para viabilizar uma solução pacifica e guardiã das metas a serem cumpridas, destinadas naquele importante evento”, finalizou.

Fonte: Ascom do Dep. Luiz Couto

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Leonardo Boff Diálogo Permanente

Após encontro de integrantes do grupo Emaús com Dilma, realizado nesta quarta-feira (26), o teólogo Leonardo Boff relatou que a conversa girou em torno dos rumos que o Brasil vai tomar a partir da reeleição da presidenta.

De acordo com Boff, Dilma reafirmou seu compromisso com o "diálogo permanente, orgânico e contínuo" com os movimentos sociais e com a sociedade em geral, para escutar o que o povo quer e ver como encaminhar políticas que atendam de forma mais justa e adequada ao povo brasileiro.

A presidenta se disse aberta a críticas e sugestões, de acordo com Boff, e se comprometeu a estudar o documento que o grupo lhe entregou. 

"Dilma deve fazer um jogo equilibrista e é isso que a política na sua essência é: fazer o possível dentro de uma correlação de forças," finalizou Boff.

Fonte: www.facebook.com/SiteDilmaRousseff

Brasil reforça importância da alimentação saudável durante conferência internacional

Encontro em Roma estabeleceu metas não apenas para o combate à fome, mas também à qualidade dos produtos.

O Brasil finaliza em 2015 seu primeiro Plano de Segurança Alimentar e Nutricional, e deve concluir o segundo até dezembro do mesmo ano. A busca ativa para facilitar o acesso dos cidadãos à alimentação saudável é parte dessa ação. 

As iniciativas bem-sucedidas, como a retirada do país do Mapa Mundial da Fome e a busca do governo brasileiro por alimentos saudáveis, chamaram a atenção dos participantes da Segunda Conferência Internacional de Nutrição, em Roma, entre os dias 19 e 21 deste mês.
"Nós trabalhamos basicamente dois grandes temas: de um lado a fome crônica que atinge 805 milhões de pessoas, especialmente África e Ásia, e do outro, a má qualidade do que se come”, explicou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos.
Do encontro saíram “A Declaração de Roma sobre a Nutrição”, com as principais questões e desafios sobre o assunto, e o “Marco de Ação”, que reúne 60 recomendações de políticas e estratégias que podem ser incorporadas pelos governos. Entre elas, medidas contra o atraso no crescimento das crianças e o acesso de mulheres grávidas a uma dieta com qualidade.
“O Brasil foi muito ouvido e demandado”, enfatizou Campos. “Estamos entre os que mais reduziram a subalimentação e a subnutrição no planeta." O secretário lembrou que a má qualidade do que é consumido envolve também o índice alarmante de sobrepeso e obesidade – outra questão bastante debatida na conferência.
Poucos países tiveram resultados tão amplos, de acordo com o secretário, e num espaço de tempo tão curto. Recentemente, o Brasil saiu do Mapa Mundial da Fome e já mantém ações de melhoria da qualidade dos alimentos, em diálogos com a indústria, na preocupação com o sal, gordura e ingredientes químicos. 

Fonte: Ascom/MDS

Luciano diz que quer compor governo que trabalhe mais pela cidade

Dentro da reforma,o primeiro a ser afastado das suas atividades, foi o secretário Edilton Nóbrega

Desde a última terça-feira (25) o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT) está realizando mudanças no secretariado e nos seus quadros de auxiliares. Ele declarou que por enquanto ainda não há muitas definições, mas que na próxima semana novidades devem surgir.

Cartaxo disse ainda que sua reforma não tem qualquer relação com as mudanças ocorridas na gestão estadual e que o objetivo é apenas melhorar a estrutura da prefeitura  e o atendimento á população. “Muito já foi feito, mas temos potencial para fazer mais”, acredita.

De acordo com o gestor, seu objetivo é reunir pessoas que acreditem no projeto, vistam a camisa da gestão e trabalhem pela cidade. “Nada de comodismo. Queremos montar uma equipe para apresentar resultados ainda mais satisfatórios nos próximos dois anos”.

Dentro da reforma,o primeiro a ser afastado das suas atividades, foi o secretário Edilton Nóbrega, que respondia pela Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM). Giucélia Figueiredo também foi convidada por Cartaxo para assumir a Secretaria de Política Públicas para Mulheres no lugar de Socorro Borges.(da Redação)

Fonte: http://www.wscom.com.br

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Charliton garante que Anastácio apoiará Ricardo na AL, mas revela que ainda não se encontrou com o deputado

“Anastácio vai acompanhar o governo”, garantiu o presidente do PT na Paraíba, Charliton Machado em entrevista ao Portalparaiba.com. br. Para Machado, o deputado não tem grandes divergências com o governador e pediu um tempo, pois tinham compromissos internacionais.

O deputado estadual deve retornar no dia 5 de dezembro e destacou que não tem dúvidas que todo o PT vai participar de forma unida.

“Anastácio vai acompanhar o governo, ele não tem grandes divergências no segundo governo e pediu um tempo, pois tinha compromissos internacionais. Ele está na Suiça e quando retornar vai ter uma conversa”, destacou.

Machado explicou que Frei Anastácio é um homem de partido e vai acompanhar a decisão da executiva. “Não tenho dúvida que todo o PT vai participar de forma unida”, conta, apontando que na última reunião da executiva foi unanimidade no partido o apoio a Ricardo Coutinho (PSB).

Fonte: http://www.paraiba.com.br/

Ricardo discute com Banco Mundial financiamento para saneamento

O governador Ricardo Coutinho se reuniu nesta segunda-feira (24), em Brasília, com a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel.

A reunião teve o objetivo de tratar de uma nova parceria de financiamento na ordem de 125 milhões de dólares para aplicação em obras de saneamento, abastecimento e para fortalecimento da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa) para o Estado.

Durante o encontro, Ricardo Coutinho destacou que as obras de saneamento e abastecimento vão incluir os municípios que compõem a bacia do rio Piancó, que será beneficiado com a 3ª entrada na Paraíba da obra de transposição das águas do Rio São Francisco.

"Essa obra já foi garantida na última audiência com a presidenta Dilma Rousseff e precisamos de uma Aesa moderna e equipada para fazer a gestão das águas e avançarmos no saneamento e preservação ambiental desses rios", argumentou.

O chefe do executivo estadual destacou que em pouco mais de três anos já foram recuperadas na Paraíba 27 barragens e que o Governo do Estado está construindo 730 km de adutoras, mas que é preciso dobrar o saneamento e melhorar os sistemas de abastecimentos e rede de distribuição nos municípios diante da longa estiagem vivenciada.

"Espero continuar firmando parcerias com o Banco Mundial garantindo mais investimentos, oportunidades de empregos e melhor qualidade de vida para as populações rurais", disse o governador.   

A diretora do Banco Mundial, Deborah Wetzel, considerou os projetos de saneamento e abastecimento importantes para os Estados nordestinos diante do quadro climático do país e que é interesse do banco continuar firmando parcerias com o Governo do Estado, a exemplo do Cooperar e obras de segurança hídrica. "Sabemos que a questão da segurança hídrica e a inclusão produtiva são elementos importantes", avaliou.

O governador Ricardo Coutinho, o secretário de Estado dos Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia, João Azevedo, e o procurador Geral do Estado, Gilberto Carneiro, também discutiram sobre o financiamento no valor de 80 milhões de dólares para a nova etapa do projeto Cooperar.

De acordo com a diretoria do Banco Mundial, o empréstimo para o projeto Cooperar já foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério do Planejamento, em Brasília, e deverá ser liberado em breve.

O secretário João Azevedo avaliou que os investimentos nos arranjos produtivos e no combate à pobreza rural pelo projeto Cooperar trouxe bons resultados com investimentos de R$ 57,5 milhões na implementação de 500 subprojetos e a meta do Governo do Estado é avançar ainda mais nessa nova etapa do programa.

Também participaram da audiência na sede do Banco em Brasília, o diretor operacional do Banco Mundial no Brasil, Bóris Utria, o diretor Paul Kris e o consultor especialista em águas e recursos hídricos, Tadeu Abicalil. 

Fonte: http://www.parlamentopb.com.br/

Encontro Territorial reúne 120 pessoas envolvidas com o P1+2 nos territórios do Sisal e Bacia do Jacuípe

Mirian Oliveira; Serrinha | BA; Em todo encontro de agricultores/as familiares a troca de experiências se faz presente | Foto: Arquivo Apaeb

"Aqui é minha terra, vou construir meu sonho aqui! Surgiu o projeto das cisternas, entrei no curso, tive dificuldades, mas venci e hoje construo cisternas e quero ver o povo produzir nem que seja um pé de pimenta para comer meio dia", afirmou o pedreiro Erinilton Araújo.

Essa foi uma das muitas falas que marcou o Encontro Territorial realizado pela Apaeb, nos dias 19 e 20, em Serrinha. O encontro reuniu mais de 120 pessoas dos municípios de Cansanção, Queimadas, Nordestina, Teofilândia, Capela do Alto Alegre e Serrinha.

Além de pedreiros estiveram presentes agricultores e agricultoras que conquistaram as tecnologias que armazenam água da chuva para produção de alimentos e criação animais, além de membros das comissões municipais e representantes dos governos municipais.

A troca de experiência começou logo no início do encontro. Cada município trouxe algo que o representasse e contou sua história numerando suas dificuldades e qualidades. Durante os dois dias do encontro, os agricultores puderam expor e comercializar os produtos produzidos por eles na pequena Feira Compartilhada.

 Por lá, era possível encontrar artigos artesanais como chapéus de palha de diversos modelos, peças de argila, peças de crochê, bolsas de palha, tapetes de palha entre outros. Para saborear, tinha deliciosas cocadas de coco, além de ovos, couve, coentro, pepino e uvas, o que não é típico da região, mas estava presente.

O primeiro dia foi marcado pelo debate sobre acesso ao crédito que teve o apoio da cooperativa de crédito Ascoob Sisal, que tirou dúvidas dos agricultores sobre esse assunto. Na sequência, Luiz Lisboa, colaborador da Apaeb Serrinha, destacou a importância da agroecologia e da agricultura familiar.

 “Não é só a mulher, o homem, os filhos precisam trabalhar o conceito agroecológico. Não se faz agroecologia sem cuidar de todos os recursos naturais por igual. Por isso não podemos queimar, desmatar, jogar lixo a céu aberto, usar veneno. Temos que entender que a agricultura familiar tem uma marca e que esta marca tem que ser entendida, a qual é a marca da família, da agroecologia’’, ressaltou Luiz.

Na sequência, a palavra foi dada ao agricultor Cordeiro Peixoto, que há mais de 30 anos cultiva hortaliças e que há dois anos conquistou uma cisterna de enxurrada o que potencializou sua produção. Hoje ele colhe por semana mais de 400 pés de coentro e alface e vende na feria livre do seu município.

A proposta da participação desse agricultor era incentivar os mais de 100 agricultores ali presentes e mostrar que é sim possível produzir com pouca água, já que no município onde Cordeiro vive [Capela] passa por um longo período de estiagem. Na sua fala, Cordeiro destacou a importância do uso de defensivos naturais.

 “Eu tenho tantos clientes que compram porque não uso agrotóxico e se eu usar vão deixar de comprar”. Cordeiro ainda citou diversas técnicas de plantio, de adubos e exemplos práticos de defensivos naturais, como a urina bovina.

O encontro não ficou restrito apenas a plenária e palestras. Além da Feira Compartilhada, um espaço aberto à visitação pública, teve a noite cultural tipicamente nordestina com um forró pé de serra para alegrar o povo, esquentar a temperatura e festejar a chuva que caia naquela noite.

A programação para o dia 20 ficou por conta da equipe de comunicação, que trouxe para os presentes questionamentos sobre a comunicação como instrumento de participação social enfocando os boletins e banners de experiências como fortalecimento das ações desenvolvidas pelos agricultores/a.

Por fim, foi convidado um agricultor que já teve sua história sistematizada para falar da experiência, que disse ter se sentido representado como o boletim e o banner e que as duas peças servem como divulgação do seu trabalho e ajudam nas vendas dos seus produtos.

Após Silvaney Santiago, um dos coordenadores da Apaeb, trazer para discussão o tema autonomia e gestão, chegou o momento da avaliação das ações que estão sendo realizadas para que as famílias agricultoras tenham acesso à água para criação animal e produção de alimentos. Este foi o momento de apontar as falhas os acertos e dar sugestões para os próximos projetos que estão por vir.

Para agricultora Valdineia Valéria, da comunidade Lagoa do Canto, em Teofilândia, o projeto não contribui apenas com a tecnologia em si, mas também com o resgate das culturas das comunidades."São inúmeras contribuições. É poder aumentar a renda familiar e de certa forma trouxe as raízes que estavam adormecidas.

A gente passava necessidade e não percebia que podia daquilo que já existe tirar o nosso sustento. E durante os cursos a gente resgatou isso. E depois da tecnologia a gente viu que pode tirar o nosso próprio sustento do nosso quintal.

Tenho uma cisterna-calçadão e produzo já a couve, coentro e, a princípio, é somente para o consumo, e depois com certeza comercializar. Amei o evento. Foi maravilhoso, rever pessoas, pegar experiências com outros municípios, trocar experiências as quais vou levar comigo para vida toda’’, disse Neia, como gosta de ser chamada.

As ações avaliadas fazem parte do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), e são financiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Fonte: http://www.asabrasil.org.br/

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

PT: agrupamento ‘Mensagem ao Partido’ promove debate sobre conjuntura política

Petistas de vários municípios estiveram reunidos no último sábado (22), no auditório do Senac, em João Pessoa, participando do quarto encontro do agrupamento 'Mensagem ao Partido', liderado na Paraíba pelo deputado federal Luiz Couto.

Integrantes da direção estadual, a exemplo de Charliton Machado (presidente) e Jackson Macedo (secretário de organização), da tendência ‘Construindo um Novo Brasil’, e Francisco Linhares, ligado à ‘Novo Rumo’, prestigiaram o evento.

Luiz Couto e o advogado Noaldo Meireles fizeram análise da conjuntura política, levando a plateia a refletir e debater os desafios a serem enfrentados após o período eleitoral.

O indicativo de que o partido deve continuar atuando junto aos movimentos sociais, que contribuíram para assegurar a reeleição da presidenta Dilma, foi referendado por todos.

Para Luiz Couto, está é a maneira correta de tentar viabilizar as mudanças que o Brasil tanto precisa a começar pela reforma política, via plebiscito popular, “já que a maioria dos congressistas eleitos não tem o menor interesse em fazê-las”.

A necessidade de reunir uma grande quantidade de petistas, militantes de movimentos sociais e eleitores em geral na posse de Dilma Rousseff, em 1º de janeiro de 2015, também marcou as discussões. A Mensagem:

Texto distribuído no encontro explica que este é um agrupamento do PT constituído em meados da primeira década do século XXI, que tem por objetivo ajudar na superação do impasse histórico e programático do partido frente aos novos e velhos desafios que o Brasil e o mundo demandam das organizações progressistas e de esquerda.

Destaca, ainda, que a missão relevante da ‘Mensagem ao Partido’ é lutar para que o PT assuma todas as potencialidades para liderar o processo de “revolução democrática” fundado nos princípios e valores de mais igualdade, mais liberdade, do republicanismo e dos direitos humanos.

Fonte: Ascom do Dep. Luiz Couto

CNBB: Reforma política é urgência inadiável

Após reunião do Conselho Episcopal Pastoral, entidade destaca importância de mudanças na legislação para combater a corrupção.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou, em nota divulgada após reunião do Conselho Episcopal Pastoral, na última quarta-feira (19), que a reforma política é uma urgência inadiável, e que vai se empenhar ainda mais na coleta de assinaturas pelo “Projeto de Lei de Iniciativa Popular proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”.

A iniciativa, que reúne, além da CNBB, mais cem entidades, defende a adoção do financiamento democrático nas campanhas, eleições proporcionais em doisturno, paridade de gênero e o fortalecimento de mecanismos de democracia direta. Segundo a nota, os desvios encontrados na Petrobras são consequências claras do financiamento empresarial.

“Nenhum país prospera com corrupção que, no caso do Brasil, lamentavelmente já vem de muitos anos e não se limita à Petrobras. A reforma política é outra urgência inadiável”, afirmou o texto. Para os bispos, as reformas tributária e agrária são igualmente urgentes para o País. “O Brasil não pode mais conviver com tanta omissão em relação a estas e outras matérias que lhe são vitais”.

Eleições – A nota da CNBB ainda afirma que a campanha eleitoral deste ano “ratificou o proccesso democrático brasileiro, no qual partidos, candidatos e eleitores puderam debater suas ideias e projetos”. Para a entidade, passada a eleição, o momento é de “recompor sua unidade no respeito às diferenças e à pluralidade, próprios da democracia.

“Nada justifica a disseminação de uma divisão ou de ódio que depõe contra a busca do bem comum, finalidade principal da Política. O bem de todos coloca a pessoa humana e sua dignidade acima de ideologias e partidos”.

Fonte: Agência PT de Notícias

Especialista prevê anos de seca na Paraíba e redução de Boqueirão

O renomado professor  da Universidade da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) com doutorado na Alemanha Janiro Costa Rêgo, publicou em um Congresso Cientifico um artigo em que ele faz uma previsão de seca para os próximos anos na Paraíba.

Segundo ele, de 1989 até 2003 o Açude Epitácio Pessoa não extravasou nenhuma vez, sendo que em 15 anos foram registrados três episódios de racionamento em Campina Grande.

“Em 2004, durante 15 dias choveu o suficiente para o reservatório transbordar, enchendo também Acauã”, lembrou o professor doutor da UFCG. O especialista destacou que após esse sangramento o açude Epitácio Pessoa sangrou durante seguidos anos.

Chegando ao ponto de extravasar água de forma historicamente inédita até setembro de 2011, fora da época das chuvas. “Eis que a seca se instala em 2012. Foi quando escrevi um artigo mostrando que temia a repetição da série de anos secos, como aconteceu de 1989 a 2003.”

Para Janiro Costa Rêgo está cientificamente comprovada a existência de séries de anos secos e de cheias no Nordeste. “Será que estamos entrando num período idêntico ao que nos assolou por 15 anos?”.


O especialista em Gestão de Águas já tinha recomendado ao governador três providências para evitar o colapso no abastecimento de água na Rainha da Borborema como nas demais cidades abastecidas pelo manancial, como a suspensão da irrigação predatória, a redução das perdas de água da Cagepa e promover a racionalização do consumo.

Principal responsável pelo abastecimento de Campina Grande e mais 19 municípios do Compartimento da Borborema, o açude Epitácio Pessoa hoje se encontra com 101,698,308 milhões de metros cúbicos de água
acumulada, o que representa pouco mais de 24% de sua total capacidade. (Redação)

Fonte: http://www.pbagora.com.br

sábado, 22 de novembro de 2014

Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece

Um mistério, cadê a mídia que nada fala, ela é tucana?

Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um 'clube' de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa.

Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo: “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas.

Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de  páginas dos grandes jornais informam que  o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na lava jato.

Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.
Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa.
 Disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.
Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.
Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um "clube" de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.
Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como "escândalo do PT", e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse à infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemig, basta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.

Para quem não se lembra, a "grande" obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários.
 Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.
Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.
O próprio resultado deixou "batom na cueca" escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.
Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.
Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.
O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação, pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.
Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. 
A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?

EX-ITAÚ, FREITAS ARRECADOU PARA AÉCIO EM EMPREITEIRAS

Em depoimento à Justiça, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, afirmou que, nesta campanha, foi procurado pelos tesoureiros do PT, João Vaccari, mas também do PSDB.

Entre os tucanos, segundo ele, o arrecadador seria "Dr. Freitas"; trata-se de Sérgio de Silva Freitas, executivo egresso do banco Itaú, que arrecadou para a campanha presidencial de Aécio Neves, embora não tenha sido apontado como tesoureiro oficial do partido; "sou um de muitos", disse "Dr. Freitas"; da empreiteira, o PSDB recebeu R$ 7 milhões.

A Operação Lava Jato jogou luzes sobre o personagem que arrecadava recursos para o PSDB, na campanha presidencial de 2014, do senador Aécio Neves (PSDB-MG), junto a grandes empreiteiras.

Trata-se de Sérgio de Silva Freitas, executivo egresso do banco Itaú. Seu nome apareceu no depoimento de Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, à Justiça Federal.

Segundo Pessoa, seus contatos para tratar de doações eleitorais eram João Vaccari, o tesoureiro nacional do PT, e "Dr. Freitas", um personagem que não consta como tesoureiro oficial do PSDB, mas que circula nas sombras da arrecadação de campanhas – oficialmente, o tesoureiro da campanha de Aécio foi o ex-ministro de FHC José Gregori.

"Dr. Freitas" foi ouvido em reportagem desta sexta-feira dos jornalistas Aguirre Talento, Gabriel Mascarenhas e Rubens Valente, da Folha de S. Paulo. Ele admite ter procurado o empreiteiro, mas nega qualquer pedido de recursos. Diz que foi lá só para tentar convencê-lo a doar. 

"[Era] um grupo de pessoas que fazia isso para o partido. Normalmente. Assim como foi feito com todos os doadores", disse. "[Os integrantes desse grupo são] Todos ligados ao partido, todo mundo se esforçou por isso, eu sou um de muitos", disse "Dr. Freitas".

Aparentemente, o "convencimento" deu certo. Segundo dados da Justiça Eleitoral, nas eleições de 2014 a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para presidente e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do partido em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos


Fonte: http://www.brasil247.com/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lucélio Cartaxo revela que está pronto para participar do governo socialista

Embora não queira pressionar o governador reeleito Ricardo Coutinho (PSB), e ex- candidato a senador, Lucélio Cartaxo (PT).

Segue o raciocínio do presidente estadual da legenda Charliton Machado, e disse que o partido está pronto para integrar o governo socialista. Em entrevista a Rádio Campina FM, Lucélio Cartaxo garantiu está à disposição para assumir qualquer cargo no governo Ricardo Coutinho.

Ele ressaltou a aliança feita entre o seu partido e o do governador nas eleições 2014 e disse que durante a reunião foi decidido que o PT pode sim participar da gestão socialista.

O partido fez parte dessa aliança, foi importante para o governador Ricardo Coutinho, e em reunião, decidimos ontem que participaremos sim. Se ele quiser nos colocar no governo e se meu nome for o escolhido representarei o partido – revelou.

Com a experiência de quem administrou a CBTU, Lucélio disse que está disposto a trabalhar pela Paraíba e dá a sua colaboração ao governo.

Eu tenho experiência à frente da CBTU e poderemos, junto com outro companheiro, retribuir a confiança do povo, que acolheu muito bem a aliança do PT com o PSB. Iremos sim trabalhar pela Paraíba – assegurou. (PBAgora)

Fonte: http://www.pbagora.com.br/

Política Nacional de Participação: instrumento de cidadania para a Reforma Política

O debate ora em curso na sociedade brasileira acerca do Decreto que institui a PNPS está sendo pautado de forma desonesta e intencionalmente equivocada.

Numa sociedade marcada por clivagens profundas e desigualdades abissais, a responsabilidade política é a medida do compromisso com a população indígena, os povos da floresta, a população negra, quilombolas, mulheres, crianças, jovens, idosos, sem terra e sem teto, enfim todos os grupos excluídos e vulneráveis cujas vozes foram silenciadas (não sem resistência) durante 514 anos. 

A redemocratização foi um marco na abertura do estado brasileiro à sociedade e foi a partir dos governos democráticos e populares do presidente Lula e da presidenta Dilma que este processo se consolidou com a criação.

O fortalecimento e a institucionalização dos instrumentos de participação social, dentre os quais se destacam audiências e consultas públicas, comitês gestores, mesas de diálogo, ouvidorias, planos diretores, orçamentos participativos, as conferências e os conselhos nacionais. 

Todos apresentam uma característica em comum: a institucionalização de um canal democrático de diálogo e ação entre o Estado e a sociedade, com impacto direto e positivo na elaboração, implementação e monitoramento das políticas públicas.

Ao instituir por decreto a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS) o governo reforça o seu compromisso em assegurar que a população seja protagonista de sua própria história, com políticas públicas que respondam efetivamente às demandas de seus principais interessados. Não por acaso a PNPS é um instrumento de fortalecimento dos conselhos de políticas públicas.

O Decreto 8.243/2014 não menciona em momento algum a expressão "conselhos populares", tratando na realidade da regulamentação dos conselhos de políticas públicas.

O debate ora em curso na sociedade brasileira acerca do Decreto que institui a PNPS está sendo pautado de forma desonesta e intencionalmente equivocada pela mídia e pelos setores ultraconservadores da direita, que não têm interesse no aprofundamento da participação social. 

A desonestidade intelectual mais significativa perpassa a comparação da PNPS com modelos totalmente distintos e alguns inclusive datados historicamente (a exemplo dos soviets, implantados na antiga URSS) ou, ainda, com os Conselhos Comunais venezuelanos, que foram criados em 2006, pelo então Presidente Chávez, e que marcam o início do chamado “processo bolivariano”.

Estas organizações constituem um modelo de “microgovernos” e fazem parte de um projeto governamental mais amplo, que pretende reconstruir administrativamente o território, com base na criação de “Comunas”.

Diferente do modelo de participação social apresentado pelo Decreto 8.243/2014, que trata da criação e regulamentação de espaços institucionais de diálogo entre sociedade civil e poder público sem que altere em nenhum nível a composição entre Legislativo, Executivo e Judiciário.

Ao defender a Política de Participação Social reproduzindo os termos equivocados propalados pela mídia e pela oposição, sobretudo a expressão “conselhos populares”, cometemos o erro estratégico de discutir a política pela direita.

Quando devemos construir esta defesa partindo da realidade dos fatos e dos anseios de uma população que foi às ruas por mais espaço na política.

O Decreto institui “conselhos de políticas públicas” com participação da sociedade civil e do poder público, expressão que não é mencionada em nenhuma notícia veiculada na mídia ou em nenhum discurso de ataque proferido pela direita.

Mais grave ainda: a terminologia correta também não é adotada por aqueles que se manifestam publicamente pela defesa do Decreto. Mais do que uma questão retórica, trata-se de um primeiro espaço de luta, o qual passa pela manipulação do discurso a serviço da desinformação da sociedade brasileira.

Observamos duas trincheiras nesta luta: a institucional, que envolve os Três Poderes e a reafirmação de que estas esferas têm assegurado os seus papéis constitucionais na PNPS, ao contrário do que alegam os opositores da política; e a trincheira da mobilização social, que abrange o necessário e amplo debate junto à sociedade civil acerca dos mecanismos e propostas apresentados pela PNPS.

 Reconhecer estas trincheiras de luta é assumir a necessidade imperativa do governo mobilizar o parlamento, os partidos, as entidades nacionais e os movimentos populares e sociais em torno de uma estratégia a ser construída coletivamente e de forma participativa pela defesa da política de participação social. Isto significa defender a PNPS não apenas no discurso, mas colocando na prática desta luta os seus princípios.

Não há como dissociar o debate sobre a participação social do debate sobre reforma política. Citando a presidenta Dilma: “Não haverá reforma política sem participação social e popular”. Portanto, para haver reforma política e/com participação popular e social defendemos como propostas de ação:

Diálogo entre as lideranças políticas partidárias favoráveis ao Decreto com a finalidade de apresentar e debater os mecanismos propostos; além da realização de uma Conferência Nacional sobre Participação Social, de caráter propositivo e pedagógico.

 Nos marcos da Educação Popular e Cidadã e que reúna todos os segmentos da sociedade num amplo diálogo, proporcionando a assimilação e conhecimento sobre Participação Social e popular, como também a elaboração de propostas para o aperfeiçoamento de seus mecanismos e instâncias, principalmente no que se refere a sua efetividade e a garantia da participação.

Que a defesa da PNPS reforce o seu papel de instrumento de resposta concreta e constitucional às “vozes das ruas” e que a sociedade conheça e se aproprie dos mecanismos e instâncias de participação que possibilitam a construção responsável de políticas públicas com participação social para fortalecer a nossa democracia! Por Marcelo Pires Mendonça

Fonte: www.cartamaior.com.br